quinta-feira, 29 de novembro de 2012


Eu me digo quando não há mais nada a ser dito. Eu me digo nos espaços de silêncio. Eu me digo quando tudo o que eu sei é tão vasto que não há outro jeito: é necessário dizer. E quando me digo, é como se cada pedaço de mim falasse uma língua que me permitisse saber o que é que acontece por detrás do que não se vê. É uma língua que atravessa outras línguas, outras linhas, o infinito. Eu me digo tanto e não me canso. Quero mesmo é continuar me dizendo por aqui, por aí, quem sabe com você.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vivo à procura do verbo que me permita definir o que há de melhor em mim. Eu sou tão grande aqui dentro. Transbordo quando escrevo. Tenho mania de querer engolir as palavras de uma só vez. Mas é que elas são a minha segunda pele, a minha segunda casa. É nelas que o arrepio deita. É nela por onde tudo começa. E termina também. São muitas as palavras, são muitas as que me dão aconchego, as que me tiram do sério, as que me fazem amar. Tenho elas. Elas têm a mim. Não há segredo entre nós. Só faço sentido nas palavras. Viro alguma coisa parecida com um dicionário. Se procurar, encontra e entende. Longe delas, não sei quem sou. Vivo à procura do verbo que me permita saber onde finalmente estou.

sábado, 17 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

domingo, 11 de novembro de 2012

De tanto querer ser, agora sou: felicidade espalhada por todos os cantos de mim.

sábado, 10 de novembro de 2012

Quando eu te vi,
naquela noite, 
meu corpo inteiro se arrepiou.
Fiquei corajosa, 
louca por dentro.
Me senti sem fim.
Sua beleza estrangeira
me deixou assim.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pelas ruas por onde andei, a sua foi a que mais mexeu com o meu sentido e direção. Nela, eu fui carnaval dos pés à cabeça.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Preciso de alguém que me refaça. Mais ainda: preciso de alguém que saiba me refazer. Cuidado é sempre bem-vindo, principalmente depois que nos levam de nós mesmos.